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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A tecnologia que ajuda a ensinar - Revista Nova Escola

A revista Nova Escola é uma publicação da Editora Abril voltada para o universo da educação. Por suas reportagens, entrevistas, colunas que sempre abordam temas atuais que afetam alunos, professores e aqueles envolvidos com a educação, figura como uma importante fonte de sugestão e atualização. A edição 223 de junho/julho de 2009 comprova isso.
Na matéria, diversos especialistas falam de como os recursos tecnológicos podem sim auxiliar e ser um facilitador no processo de ensino/aprendizagem e como desenvolver um uso significativo desses recursos. Vale dar uma conferida na matéria. Caso tenham dificuldade em requerer a edição junto à editora, segue o link para conferir a matéria na página da revista na internet.


É proibido o uso do celular dentro da sala de aula!

Dou aula particular de matemática, química e física. Tenho muitos alunos do Ensino Médio. Procurando algo interessante para postar aqui no blog sobre uso de recursos digitais na sala de aula, deparei-me com esta tirinha, que ilustra muito bem uma situação pela qual passei com um desses alunos. Selecionei diversos exercícios de matemática que julgava interessantes para a aprendizagem de determinado conteúdo e pedi que copiasse no caderno. O aluno não fez o que pedi e começou a fazer os exercícios. Então falei que copiar os exercícios seria importante para que tivesse os enunciados quando fosse estudar sozinho. Ele não só concordou comigo como também disse que não ficaria sem os enunciados, pois tiraria fotos dos mesmos com o celular e que isso, inclusive, pouparia tempo. Me senti uma alienada, mas, ao mesmo tempo, esse episódio me fez ter outro olhar sobre os usos que o celular pode ter a fim de dinamizar o trabalho desenvolvido dentro das salas de aula.

Link da tirinha:
http://www.aflordolacio.com.br/wordpress/2012/11/18/tecnologia-na-sala-de-aula/


Mario Sergio Cortella (1954) é um filósofo, escritor e professor paranaense. É graduado em Filosofia pela Faculdade Nossa Senhora de Medianeira, mestre e doutor em Educação pela PUC-SP.
O vídeo abaixo apresenta uma palestra ministrada no II Encontro de Educação SER da Abril Educação. Nele, Cortella aborda temas referentes à educação, tecnologia, docência e que marca nós, como professores, deixaremos em nossos alunos e no mundo. Vale muito a pena conferir e refletir.


Resenha do texto "Nativos Digitais, Imigrantes Digitais", de Marc Prensky

Marc Prensky é um escritor americano e ministra palestras nas áreas de aprendizagem e educação, com foco na integração de tecnologias no processo de ensino/aprendizagem. 
Em seu texto Nativos Digitais, Imigrantes Digitais, Prensky explica quem são os nativos e imigrantes da era digital. Nativos Digitais seriam aqueles que nasceram e cresceram em meio aos grandes e rápidos avanços da tecnologia e à prosperidade econômica, após a década de 1980 até meados de 1990, e que por isso estão familiarizados com os mais diversos recursos digitais, pois convivem com eles desde muito cedo. Já os Imigrantes Digitais seriam aqueles que antecedem a geração da tecnologia. Fazem uso de algumas plataformas digitais, mas não com o mesmo dinamismo e habilidade dos nativos. O texto de Prensky analisa as questões que envolvem os nativos e imigrantes inseridos no contexto educação/ensino/aprendizagem.
Por crescerem e amadurecerem em frente ao computador, os alunos nativos digitais desenvolveram formas de pensar e processar as informações de formas bem diferentes das gerações anteriores. Eles têm pouca paciência para palestras, passo-a-passo e instruções que ditam o que fazer. Os professores imigrantes digitais não se dão conta da influência que essas novas formas de pensar, processar, fazer uso, transmitir informações, de se comportar e de se relacionar com as pessoas e o mundo têm no processo de aprendizagem de seus alunos. Para eles os alunos são os mesmos que aqueles para quem a escola foi pensada há muitos e muitos anos, e continuam a reproduzir formas de ensinar de seus tempos de estudantes, e dos tempos de seus pais, de seus avós...
E o que essa forma arcaica de se ensinar e aprender, em meio a uma sociedade altamente tecnológica, produz nos alunos, sejam eles do nível que for? Produz uma falta de motivação, interesse, uma inadequação com relação a sala de aula, um ambiente estático e formal, totalmente diferente das infinitas possibilidades que as tecnologias lhe possibilitam.
Então, o que pode ser feito para que estabelecimentos de ensino, escolas principalmente, se insiram nessa realidade tecnológica? Professores devem estar dispostos a aprender lidar com os recursos digitais, a fim de que possam utilizá-los de forma eficiente em suas aulas, na construção do conhecimento junto de seus alunos. A seleção dos conteúdos também é importante. Para Prensky, há dois tipos de conteúdos: o Legado e o Futuro. O conteúdo Legado abarca os conteúdos do currículo tradicional, como ler, escrever, aritmética, raciocínio lógico, compreensão de textos e de fatos do passado. O conteúdo Futuro é digital e tecnológico e envolve temas como software, hardware, robótica, nanotecnologia, genoma, além de ética, política, sociologia, línguas e outras coisas que os acompanham. O desafio que se apresenta aos educadores é sobre como ensinar tanto o conteúdo legado quanto o futuro na língua do nativo digital.
Se os professores imigrantes digitais realmente querem alcançar seu alunos nativos digitais, devem parar de lamentar os novos tempos e estar dispostos a mudar. Assim terão sucesso à longo prazo e os resultados poderão aparecer mais rápido se tiverem apoio dos administradores educacionais.
Link do texto:
http://poetadasmoreninhas.pbworks.com/w/file/fetch/60222961/Prensky%20-%20Imigrantes%20e%20nativos%20digitais.pdf













Marc Prensky